Sara Brito é a vencedora da Taça de Portugal de Ultra Trail 2018, que decorreu no passado dia 10 de março em Proença-a-Nova, e consequentemente vai representar a Seleção Nacional no Campeonato do Mundo de Ultra Trail.

 

A corrida faz parte da sua vida desde 2009, mas a inspiração vem desde pequena, desde quando sonhava ser como a Rosa Mota. Sara sempre adorou praticar todos os tipos de desporto, mas “foi a partir de 2009 quando as minhas filhas atingiram uma determinada idade que me permitiu voltar a praticar atividade física, começando por fazer umas “corridinhas””.

Aquilo que, aparentemente, se resumia à prática de atividade física fê-la entrar para o Clube de Atletismo da Barreira, no qual se mantém até hoje. Lá começou apenas por querer construir uma equipa feminina, mas, com o passar do tempo, começaram a surgir os pódios e a motivação começou a aumentar.

Com a experiência Sara aventurou-se em desafios maiores, dos quais destaca a corrida dos seus 43 anos, na maratona de Badajoz, a sua primeira prova de Ultra Endurance, 100km, na Serra da Freita (2016) “esta última que me deu também acesso direto ao mundial”.

No que se refere à apuração para o Campeonato do Mundo de Ultra Trail, consequência de ter vencido a Taça de Portugal de Ultra Trail 2018, em Proença-a-Nova, Sara Brito revela ter ficado muito orgulhosa e feliz. “É um misto de responsabilidade, orgulho e felicidade! Hoje em dia, tendo em conta o elevado nível de competição de uma prova, conseguir o acesso direto é algo que qualquer atleta deseja”.
Quanto às perspetivas para o Mundial “não quero criar expectativas a longo prazo, de uma coisa tenho a certeza: vou dar o meu melhor!”

Relativamente à experiência da Taça de Portugal de Ultra Trail 2018, em Proença-a-Nova, Sara refere ter sido gratificante poder voltar às origens. “ Vivi desde pequena em Sarzedas, numa quinta com o meu avô. Já aí sonhava ser uma “Rosa Mota” e que algum dia alguém me descobriria para fazer de mim uma atleta. Na altura, para grande desgosto meu, não tinha hipótese de praticar com regularidade qualquer desporto. A vida era diferente… Sempre fui a melhor aluna da minha turma em Educação Física e consolava-me com isso, mas lembro-me que me faltava algo… Quem diria que algum tempo depois viria a integrar a Seleção Nacional.
A vida é sem dúvida uma caixinha de surpresas e dá muitas voltas”.

“Vivi também em Proença-a-Nova com a minha mãe, ela era lá professora, e foi aí que tirei o 8º e 9º ano. No dia 10 de março 2018, foi uma boa sensação chegar à meta e rever “amigos”, que não via há 30 anos, correr por zonas outrora percorridas de autocarro, no trajeto que me levava todos os dias casa – escola – casa. Um reviver de boas recordações.”

No final Sara deixa como lema “querer é poder, nunca é tarde, o importante é não desistir dos nossos sonhos e acreditar sempre”.