Em entrevista Rui Pinho, presidente da Associação de Trail Running de Portugal, responde a algumas questões sobre a Taça de Portugal de Ultra Trail e o que este desafio representa para os atletas. 

A Associação de Trail Running de Portugal (ARTP) é uma instituição reconhecida quer a nível Nacional, quer Internacional. Com vários anos de existência, a ATRP continua a apostar no desenvolvimento do Trail Running, contribuindo de forma a procurar, promover e divulgar a modalidade.

Um exemplo disso é a Taça de Portugal de Ultra Trail, “um evento organizado pela ATRP, por delegação da Federação Portuguesa de Atletismo, e é um dos títulos nacionais de uma das distâncias do Trail Running em Portugal”.

“Para os atletas, este evento é uma oportunidade de conquistar um título, uma das oportunidades de chegar à Seleção Nacional de Trail para o Campeonato do Mundo. É um evento aberto a qualquer atleta de nacionalidade portuguesa desde que associado da ATRP.”

Mas, para além da competição, este evento destaca-se também na vertente turística, “na importância de mostrar o pinhal interior, que é uma área extensa e que foi fustigada pelos incêndios no passado verão (2017). E Proença-a-Nova tem o seu turismo regional para mostrar, as praias fluviais, as terras na sua essência, as gentes, os costumes. Este evento é uma forma de trazer o trail ao interior, de projetar o interior no trail nacional”.

Esta é uma modalidade que tem vindo a crescer e conta com um grande número de participantes, “é acessível dos 18 aos 90 anos de idade, alcançável a quem queira praticar corrida de montanha e apreciar a natureza no seu estado mais puro”.

“É o desafio que seleciona aqueles que representarão Portugal no Campeonato do Mundo de Ultra Trail. E não sendo fácil ter Portugal representado como Campeão do Mundo é de valorizar o nosso país. Existem sempre participações Portuguesas que se destacam, num universo de quase 40 países Portugal fica sempre no TOP10, quer a nível feminino, quer a nível masculino”.